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Pensão por morte: o que o STJ vai decidir em 2026

· 3 min de leitura · Equipe DestraPay

Pensão por morte: o que o STJ vai decidir em 2026

O Superior Tribunal de Justiça marcou para 11 de novembro de 2026 o julgamento que pode mudar quem consegue pensão por morte em algumas situações. A dúvida é se um prazo chamado período de graça, aquele em que a pessoa continua segurada do INSS mesmo sem pagar, pode ser estendido para 24 meses mais de uma vez. O caso está registrado como Tema 1.352.

O que está em jogo

O período de graça é o tempo em que alguém mantém a proteção do INSS depois de parar de contribuir. Em regra são 12 meses, mas pode chegar a 24 para quem já pagou mais de 120 contribuições seguidas sem perder a qualidade de segurado.

A discussão do STJ é sobre reutilizar essa extensão. A situação típica: a pessoa já tinha mais de 120 contribuições, deixou de pagar e perdeu a condição de segurado, depois voltou ao INSS e parou de novo.

  • Se o STJ permitir reutilizar, essas contribuições antigas valem outra vez para esticar o prazo
  • Se exigir um novo ciclo, a pessoa precisaria completar outras 120 contribuições para ter direito aos 24 meses de novo

Por que isso afeta a pensão por morte

Para liberar a pensão, o INSS checa se a pessoa falecida ainda era segurada no dia do óbito. Se o período de graça estava correndo, a falta de contribuições recentes não derruba sozinha esse direito.

Por isso o julgamento pesa para famílias em que o falecido já tinha usado a extensão uma vez, voltou a contribuir e parou de novo. O prazo que ainda estava valendo pode decidir se a pensão sai ou não.

A decisão não garante pensão automática. Mesmo com o prazo ampliado, ainda é preciso comprovar a condição de dependente e os demais requisitos do benefício.

O julgamento parou tudo?

Não. O STJ suspendeu apenas os recursos especiais e agravos que tratam exatamente dessa questão. Pedidos administrativos de pensão por morte continuam normalmente no INSS.

A tese ainda não foi definida. Até a sessão de novembro de 2026, cada caso segue sendo analisado pela regra atual.

E quem já ganhou atrasados de pensão?

Famílias que conseguiram pensão por morte na Justiça costumam ter atrasados a receber, pagos como Requisição de Pequeno Valor, a RPV, ou como precatório, dependendo do valor.

Esse dinheiro é um crédito seu contra o poder público. Dá para esperar o depósito no prazo ou, se precisar antes, avaliar a antecipação de precatório ou a venda da RPV.

Atenção: nos estados do Sul, RS, SC e PR, a cessão de crédito previdenciário está vedada por decisão do TRF4 (IRDR Tema 34, de 26 de novembro de 2025). E ninguém cobra nada adiantado para você receber o que já é seu.

Se você tem uma ação de pensão por morte com valor para sair, dá para saber quanto e como receber. Faça uma simulação gratuita com o número do processo ou o CPF e receba a resposta por escrito no WhatsApp, sem pagar nada antes.

Conteúdo informativo, sem consulta jurídica. Prazos, valores e o resultado de cada julgamento variam conforme o processo e a situação de cada segurado.

Fonte: Previdenciarista

Tem uma RPV ou um precatório para receber?

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Antes de assinar com qualquer empresa, inclusive a nossa: como conferir se não é golpe.